segunda-feira, 27 de abril de 2015

Validação do título da Carris a validar nos validadores responsáveis pela validação



Eu tenho uma coisa a dizer. É verdade. E é sobre a carris, essa companhia de transportes tão magnificamente competente que faz tudo tão bem, e chega a horas, e não faz greves à parva, e nem tem processos de validação de passe totalmente idiotas.

Bom, parece que fui rápido a chegar ao ponto fulcral: o método de validação à entrada dos passes e dos bilhetes de transporte por parte da carris. Refiro-me, é claro, àquelas maquininhas que apitam e tal. Procede-se primeiramente ao encostamento do título de tranporte ao aparelho, pelo que ele responde com um apito de aprovação “PI!”, ou com um apito de grande repreendimento, semelhante a uma andorinha com prisão de ventre “PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!”. Penso que se trata de um método extremamente eficaz, tirando as vezes em que não é extremamente eficaz. Vou fazer agora um levantamento das vezes em que não é eficaz... (pensando fervorosamente)...já está: sempre.

E passo a explicar o porquê desta ineficiência absurda. A grande razão por detrás disto é o evidente domínio de seres denominados de “velhas” nos veículos da Carris. Ora, estes seres adoram estas máquinas, que por vezes até parece que têm uma espécie de relação amor-ódio com estas. Para além de sempre se apresentarem com uma mala de 3 metros cúbicos de volume (que é muito, para quem não está a par de unidades SI) e passarem-na no tal aparelho, que às vezes se assemelha à tal andorinha que tem prisão de ventre, na esperança que o passe esteja no lado da mala que faz contacto com o validador. Quando corre mal, dá vermelho, mas elas são persistentes, continuam a tentar, balbuciando alguns impropérios velhais(ver abaixo) para o lado. E dá vermelho outra vez. Porém não há problema, elas tentam mais uma vez. À terceira dá verde, fantástico. Resultado deste acontecimento que dura talvez mais de 10 segundos: Uma fila de pessoas na porta de entrada e um motorista a ver se ainda consegue fechar as mesmas e arrancar. E mais um facto interessante é que, de facto, o motorista não controla quem está ilegal, pois isso é trabalho dos chamados “picas”. Até o motorista assim o pensará. 

Então recapitulando, porque é que é que foi necessário esta senhora passar o seu passe 3 vezes na máquina do inferno? Pura diversão.

Gosto da sua insistência contudo. Vêem que estão a bloquear a entrada e a formar fila atrás, mas lá continuam firmes e seguras, sem medo, valentes. Têm mesmo de passar o seu passe, não vá ela ficar de consciência intranquila por não ter validado. Pode ser terrível, ficarem a remoer nas suas cabeças:

 - Ai meu Deus que eu não validei, será que Deus me castigará com mais uma hérnia? Ou desta vez serão varizes na perna esquerda? Ou agravamento das varizes na direita? Ou será pedra nos rins? Ai que eu devia ter passado o passe...

Parecendo que não, desperdiça-se aqui tempo, por mim estimado na gama dos 10 segundos. Estes 10 segundos repetidos em 10 paragens entre outros imprevistos, já dá mais de 1 minuto, suficiente para quebrar o horário mencionado nos horários previstos nas paragens. No fundo, é totalmente inútil validar o passe. Na verdade nem sei porque lhe chamam “validar”, porque válido já ele está porque o paguei, não porque o passei numa maquininha idiota sempre que entro num veículo. 

Mas ainda me falta referir um categoria de velhas validadoras. Aquelas, que vão para o seu lugar com um ar apressado, revolvem a sua mala e a sua carteira na busca do documento sagrado, e voltam à entrada, só para cumprirem o dever de cliente da Carris de validadora orgulhosa. É caso para dizer, mais valia estar sentada, porque as vantagens que essa subida no terreno lhe deram são iguais ao número de velhas que perdem as tardes da Júlia: zero!

E quando os revisores entram para verificar se toda a gente se encontra legal? Não vai acusar que eu sou um ilegal porque não passei no validador. Vai acusar que eu sou legal, porque eu paguei para ter um título válido por 30 dias. Está para chegar o dia em que um revisor se dirija a mim e me obrigue a pagar uma multa, porque apesar de ter pago o passe, tive a pouca decência de não validar à entrada! Realmente um escandâlo! Estes marotos que nem validam à entrada! Pagar 40€ por um passe não me diz nada, nem é suficiente, há que efectuar o encosto à máquina!




Impropérios velhais – todo aquele impropério, que na realidade não fere a susceptibilidade de ninguém pois não possui nenhuma palavra grosseira, mas faz referências muitas vezes a uma tal “nossa Senhora” e outras referências religiosas, misturadas com expressões dos anos 70 (exemplo: Valha-me nossa Senhora, isto hoje está bera, xiça!)

sábado, 3 de janeiro de 2015

Feliz ano novo! E minuto novo também!



Mais uma vez mudámos de ano e fez-se a festa espalhafatosa habitual deste novo ciclo de 365 dias que vai começar. E continua-me a surpreender todos os anos. Eu já falei num texto sobre isso, mas nunca é demais relembrar que a celebração da passagem de ano, é de facto um evento interessantíssimo. 

Wuhoooo!!! Mudámos de ano!! 2015!!! Brutal!!!

Porquê? O que é que isso tem de tão brutal? Bom, para mim celebrar a passagem de ano é o equivalente a uma mosca celebrar a passagem de hora, e para uma tartaruga a passagem de lustro (5 anos). Mas é claro que ninguém se questiona, afinal isto é normalíssimo. Se eu visse alguém a lançar foguetes ao ar porque passámos de fevereiro para março teria de achar normalíssimo, já que toda a gente faz o mesmo, mas numa escala de tempo um pouco maior.

Porém, não é isso que me traz ao blogue hoje. Podiam achar que tal razão por si só seria digna do merecimento da minha atenção (e de facto já foi), contudo, há uma razão muito melhor para eu escrever este texto. E que quando eu penso no assunto, é inevitável soltar aquele esboço de sorriso, dado o nível de ridicularidade da situação.

Refiro-me pois claro, aos típicos desejos proferidos, aquando desta quadra. Comecemos por:

Boas entradas!

Era mais a este pequeno conjunto de duas palavras que me referia quando disse que esboçava um sorrivo. Mas nele realmente, está contido um nível indescrítivel de conteúdo sem nexo.
Analisando cuidadosamente esta expressão, que abala qualquer um que a tenta decifrar, podemos começar por tentar perceber o que serão estas entradas.

Ora, assim o que me ocorre à primeira é pão com manteiga e umas azeitoninhas, mas duvido que seja isso. Relacionando com o tema do ano novo... será realmente entradas em 2015. E reparo que são entradas no plural, e não uma única entrada. Colocam-se então à partida duas questões:

- O que se entende por entrar num espaço temporal implacável, designado de novo ano?
- Ai isto agora entra-se mais do que uma vez?

Entrar no ano novo para mim não foi complicado, mas pode, de facto, haver a possibilidade de uma pessoa se aleijar ali com rolhas de champanhe e tal. Ou até tropeçar num fogo de artifício. Ou engasgar-se numa fartura no terreiro do paço. Ou ferir a vista ao olhar para a lua cheia. Ou beber muita água de uma vez e depois ter de ir à casa de banho 5 vezes num minuto. Mas regra geral, isto pode acontecer a qualquer outra altura. 

Além disso, só entrei uma vez em 2015, portanto muito obrigado por me desejarem umas boas múltiplas entradas, mas só usufruí de uma. O vosso excesso de bondade ficou um pouco por terra. Fica para quando tiver uma máquina do tempo e desate a viajar entre as 23:59 do dia 31 e as 00:00 do dia 1 repetidamente. Obrigado na mesma.

E ainda há outro ponto que ficou por abordar: Obrigadinho por omitirem os desejos para as minhas saídas e partes intermédias do ano. Quer dizer, desejam-me boas entradas sim senhor, mas sei lá eu, se lá para convosco me desejam umas más saídas e umas horríveis partes intermediárias! Também vai depender muito da vossa definição de entrada. 
Tanto pode ser o primeiro segundo como os primeiros 364 dias, 23 horas e 3599 segundos, sobrando apenas 0,5 segundo para partes intermediárias e 0,5 para saidas. E passo ali 1 segundo mal, mas mesmo com aquelas saídas horripilantes e partes intermediárias que até aleijam.

Mas se é para isso, desejem bom ano se não querem que as pessoas passem um mau bocado nessas partes finais, que assim ao menos, todo ele é bom!

E com isto chegamos a mais um típico desejo de ano novo, o bom ano. No fundo, ao desejar bom ano a alguém estamos a desejar que tudo nesse ano corra bem a esse indíviduo. Todos os eventos da vida desse ser ao longo do ano vão estar ao abrigo deste desejo. 
Portanto, se este tiver por exemplo um teste no dia 2 de janeiro (para efeitos de clareza da ideia, coloquei a data muito próxima do dia 1, poderia ser qualquer dia, na verdade), e nós lhe desejarmos boa sorte para esse teste, ele vai ter o dobro da sorte desejada por nós, o que é bastante simpático da nossa parte. 
Ainda lhe podemos desejar também um bom mês, um bom dia 2 de janeiro, um bom início tarde (que englobe até para aí às 17) umas boas 15 horas da tarde (hora do teste). Assim passa a ter 6 desejos para o teste lhe correr bem, não há como falhar.

Além disso, estes desejos de bom ano, são cansativos e nunca ninguém se lembrou que com um simples desejo, passamos a poupar estes desejos anuais consecutivos. Basta proferir: Boa vida, e todos os anos a partir dali ficarão incluidos! No fundo, ao dizer bom ano, todos os anos, estamos simplesmente a desejar uma boa vida às prestações. Mas cuidado que as taxas de juro andam altas.


Bom minuto pós-leitura deste texto!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Época de exames

Para mim, a época de exames aproxima-se. E de facto, fez-me relembrar mais uma vez, que em todas as épocas de exames eu constato que tudo o que não tenha a ver com estudar, fica imesuravelmente muito mais interessante. É verdade, e acho que não falo só por mim, parece que é uma lei inclusivamente universal, que ainda hoje estive a dar uma olhada no noticiário de Jupíter e aquilo lá está uma rebaldaria também.

De repende, aquele jogo ranhoso do minijuegos.com fica absurdamente entusiasmante, apesar de ser só carregar no "z" e no "x" com um grafismo, todo ele de uma qualidade de fazer ranger o dente, e são tardes e tardes que um indivíduo fica a jogar. Parece que todo o prazer de fazer algo que não estudar, renasce das cinzas. Ver séries torna-se magnificamente mais magnífico, filmes idém, a dobradiça da porta fica estranhamente mais brilhante, assim de um brilho mesmo ofuscante que até parece o sol depois de 2 horas a olhar para ela, de tão polida que está. As novelas da tvi ficam esplendo... não, as novelas da tvi por acaso são uma excepção de acordo com o artigo 31 a) do código do cérebro são, saudável e sem doenças:

Artigo 31 a) do código do cérebro são, saudável e sem doenças:
  • Jamais uma novela da tvi será interessante, prazeirosa ou razoavelmente boazinha, nem antes de épocas de exames.

Mas realmente tudo o resto é detentor de uma sensação de desfrutamento incrível. Decidir ir à praia é quase como provocar um desmaio intencional, tal é a emoção que provoca; estender a roupa torna-se óptimo e até se faz tenção de organizar por cores e tamanhos; todos os programas de televisão (com a excepção acima referida) ficam fabulosos, incluindo como é óbvio, documentários sobre as rã-de-focinho-pontiagudo, cujo habitat reside nas florestas temperadas, em vegetação arbustiva mediterrânica ou temperada, rios, rios intermitentes, pântanos, marismas de água-doce permanentes ou temporários, zonas costeiras arenosas, terrenos aráveis e pastagens. Estes últimos são, sem dúvida, programas a colocar na agenda, com direito a despertador no telemóvel.

Comer aquele almoço com aquele gostinho típico de "exame no dia a seguir" é uma delícia e recomendo. Aliás, o número de bons restaurantes duplica em ante-véspera e quadriplica em véspera, portanto se quiserem recomendar um bom restaurante a turistas e não estejam a ver assim nenhum de jeito, marquem-lhe um exame para o dia a seguir e é só virar a esquina até encontrar pratos de requinte. Até típicas tascas, que só de entrar já vem o pequeno-almocinho à boca pronto para sair, tal é a sujeira e a javardice dos seus clientes, ficam dignas de uma visita e aprovação da ASAE. Os arrotos dos taberneiros apresentam uma semelhança de morte com melodias de lounge music como música ambiente e o odor pestilento a urina na casa de banho parece-se mesmo com a fragrância requintada do novo perfume da Emporio Armani.

E outra grande vantagem é que o sol brilha como nunca e a chuva desaparece. Deviam criar uma nova estação do ano, além de inverno, primavera, verão e outono, passava a haver uma nova: época de exames. Onde as temperaturas sobem mais que no verão e estar na piscina é uma coisa do outro mundo. Depois claro que tem as suas desvantagens, porque com tão bom tempo e tão seco, as plantas sofrem, mas em prol delas faz-se ali uma semana sem exames, só para dar ali uma semaninha de chuva intensa para ficar tudo em ordem na agricultura deste país.

Estas épocas de exames deviam ser qualquer coisa de eterno, e se assim fosse, a vida seria muito melhor aproveitada, porque tirar o maior proveito de tudo em redor, apenas duas vezes por ano sabe a pouco.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sentido da vida

Uma reflexão bastante profunda e longa atirou-me de novo para os confins do meu cérebro e vasculhando forte e feio nele, fez-se luz. Não porque acendi a luz do meu quarto, mas porque descobri o sentido da vida.
E a resposta é: Epá depende. E é assim mesmo. Não é cá esses filósofos que andam aí com respostas inconclusivas e que não dão jeito nenhum. Mas é mesmo verdade, o sentido da vida depende da ocasião.

Ora bem, a primeira vez que eu descobri o sentido da vida fiquei entusiasmadíssimo, de facto foi magnífico e não havia palavras para descrever o que sentia porque ia ser o meu primeiro 20 a física. A pergunta era: Caracterize o seguinte vector. E eu sabia que tinha de dizer a sua direcção, ponto de aplicação, intensidade e sentido. E aí está, sentido! Realmente era da esquerda para a direita, e portanto naquele momento, o sentido da minha vida era da esquerda para a direita. Porquê? Porque naquele momento, eu, como ser possuídor de vida a efectuar um teste de física, teria de constantar que o sentido de todas as coisas à minha volta e também o meu próprio sentido era da esquerda para a direita. Caso contrário, não teria a resposta correcta.

Contudo, o sentido da vida não é um assunto tão simplista que possa ser traduzido apenas no sentido "esquerda para a direita". Como eu disse, ele depende. Como é óbvio, o sentido da minha vida quando estou a ir para S. Sebastião ou a ir para o Aeroporto de Lisboa difere, pois claro que difere, especialmente se estiver na linha vermelha do metro de Lisboa. Para quem assista ao meu trajecto do google maps, qual Deus que vê tudo numa perspectiva verticalíssima relativemente ao solo terrestre (o que deve ser extremamente divertido), vê que quando eu me desloco para São Sebastião no metro vou da direita para a esquerda e para o Aeroporto da esquera para a direita. E até de vez em quando faço uma diagonalzinha e depois fico até de baixo para cima ou de cima para baixo.

Toda esta questão do sentido da vida nem universal é, porque, por exemplo em Inglaterra, enquanto que na faixa da esquerda todos andam, vanos dizer, da esquerda para a direita, em Portugal e na maior parte dos países da Europa seria ao contrário no mesmo troço de estrada, porque temos o volante do lado esquerdo. Por isso é que os ingleses andam aí a comer batatas com vinagre e coisas do género, uma vez que para eles o sentido da vida é outro, nomeadamente comer comida que não sabe bem é um dos sentidos de vida desses indivíduos. Nada a contestar, porque isso só afecta a vida deles. O problema é quando outras pessoas têm sentidos de vida nos sítios errados, e depois acontecem enormes desastres quando, a título de exemplo, alguém entra em sentido contrário na auto-estrada. Sentidos de vida opostos podem resultar até em situações perigosíssimas que podem inclusivamente levar à morte. E tudo porque esse senhor que entrou em sentido incorrecto não emigrou para a Inglaterra em tempo útil.

Todavia, além destes que têm sentidos de vida opostos que tornam algumas situações um pouco mais delicadas, também há aqueles que só ignoram o seu sentido de vida. Muitas vezes no autocarro e no metro, vêem-se pessoas sentadas de costas para o sentido do movimento, ignorando total e completamente o rumo da sua trajectória. Por isso é que muitas vezes, as velhinhas dos autocarros teimam em sentar-se nestes lugares, com o pretexto de ficarem maldispostas. Mas não é nada disso, elas não querem é voltar costas ao sentido da sua vida, e não o proferem porque este tema infelizmente ainda é um grande tabu na sociedade portuguesa.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pós-riso

Hoje vim aqui para falar de um fenómeno que ocorre com muitos milhares, talvez até milhões, ou até milhares de milhão de indivíduos. Temo que até eu sofra desta malvada condição. O Síndrome Pós Riso é um acontecimento vulgar na vida de uma pessoa, e que afecta a sua condição aos olhos dos outros.
Muitos se devem estar a perguntar o que é isto do pós-riso. Mas se analisarmos bem a palavra é realmente o que está escrito. Pós signica após e riso significa, e se calhar com esta é que vão ficar magnificamente espantados, riso. Aquando da exalação de uma piada por boca alheia, a tendência do ouvinte é rir no momento, em frente ao interlocutor. Porém esta situação ideal nem sempre ocorre para grande regozijo do pós-riso.
Imaginando que estamos à conversa com alguém, mas o tempo começa a escassear e é preciso é ir embora. Então ocorre a fase da despedida mas, durante esta fase, um dos malandros conta uma piada rápida, ou efectua uma intervenção de cariz anedótico, e vira costas porque, no fundo, a despedida já está feita. Ora a seguir, se a piada tiver efectivamente, um nível de piadice acima de 3,5, há risos. Só que estes são efectuados para o vazio, porque a pessoa já está sozinha. E é isto, o pós-riso é isto. Este é o caso mais frequente, mas também pode acontecer um pós-riso quando vem à memória uma piada antiga.
E isto é de facto, algo que faz com que esse indivíduo que fica a rir, faça figura de parvo à frente de outros. Em vez de ficar com a sua cara neutra de "Ah e tal até sou fortito", os risos saem e fica só com cara de "Epá tou-me a rir". E depois acontecem desgraças, pois claro. As pessoas pensam "Eia olha o parvito que vai ali, a rir-se sozinho, e se calhar até se está a rir de uma piada parva, que falta de humor pá, aposto que se riu daquelas piadas mesmo mázinhas. Fogo nunca desenvolverei uma relação de amizade com aquele indivíduo!"
Mas há mais para revelar acerca deste pós-riso. A sua duração, em média, recai entre 5 a 10 segundos:



Obviamente que se for uma piada com uma má qualidade, nem sequer há pós-riso, por isso não consta do gráfico.
Claro que, se alguém obtiver um pós-riso de 10 segundos, a probabilidade de ser vista por um estranho durante o acto é maior do que um pós-riso de 5 segundos.

Mas este gráfico só apresenta a relação entre o nível humorístico da piada e os segundos de duração do pós-riso quando se trata apenas de uma ocorrência risal. Contudo, também existe um fenómeno derivado do pós-riso vaivém, em que a memória da piada vai e volta, provocando um pós-riso igualmente oscilatório, que visto aos olhos dos outros, ainda torna a pessoa mais parva.

Como se pode ver pelo gráfico, o nível de parvoíce atribuída a um praticante de pós-riso oscilatório (9,27) é mais do dobro de que um praticante de pós-riso normal (3,5). (Isto claro, se o oscilatório for observado durante um período de tempo significativo e durante vários pós-risos, porque se só for observado numa das ocorrências, à vista dos outros é praticante de pós-riso normal).


Por isso é preciso ter cuidado e manter uma cara neutra de "Ah e tal até sou fortito" a maior parte do tempo, ou arriscam-se a serem tomados por parvos.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Filtro de idiotas

Após longos anos de estudo e que também foram bastante árduos atreveria-me a afirmar, conclui que é possível efectuar algo que jamais alguém pensaria que fosse de facto possível.

Existe um grande problema no mundo e até diria no universo, uma vez que este tem dimensões desmesuradamente não pequenas. Trata-se de idiotas. Idiotas são um grande problema no mundo e até no universo, apesar de por vezes nos deleitarem com um riso que não conseguimos conter devido às idiotices com graça que efectuam. Mas nem toda a idiotice nos confere uma boca curva.

Existem muitas idiotices que são de facto muito incomodativas para quem não é idiota.
Mas como escrevi acima com meus dedos estranhamente repletos de pele e que no seu interior contêm osso e até alguns vasos sanguíneos, que por sua vez estão também estranhamente cheios daquele fluido encarnado que muitas pessoas não o podem vislumbrar senão perdem os sentidos, mas que no fundo são só uma pequena parte da população porque nem toda a gente desmaia ao ver sangue, eu encontrei uma solução para evitar por completo idiotas.

Contudo, para se evitarem idiotas são necessários alguns requisitos:

 - Não ser idiota

 Acabou a lista de requisitos.

Nesta extensa lista de requisitos é possível constatar que é bastante difícil evitar idiotas uma vez que possui condições muito restritivas a quem os quer evitar.
Porém, se realmente conseguir cumprir esta lista, pode finalmente alvejar o que todos alvejam na sua vida. E aqui eu revelo a formosa técnica da arte de como escapar aos olhos e ouvidos de um mero idiota.
Temos um exemplo extremamente simples, aquando da escritura de um comentário nas maior rede global que existe à face da Terra, a Internet. Descrição e suposição da situação:
- Imaginando que queremos efectuar um comentário no facebook, digamos.
- Queremos comentar uma página pública mas não queremos que idiotas façam like ou respondam ou até que comecem a ler.
- No fundo queremos dizer “Epá curto bue desta musica que bocemeces postaram” numa página pública
- Procedimento:

Agora existem dois casos:

1º não queremos que o idiota leia o comentário sequer

- Para isso é necessário começar com uma palavra incapaz de fazer ressoar o crânio desprovido de qualquer tipo de matéria física excepto ar. Exemplo: Audacidade.
Basta colocar a palavra na primeira posição da frase e filtra até 99,9% de idiotas.

Audacidade. Epá curto bue desta musica que bocemeces postaram.

Aqui veêm como a posição da palavra em primeiro lugar é importante. Um mero individuo pleno de idiotice fica absolutamente estonteado durante 3 semanas no mínimo só ao ler audacidade.
Não é necessário ser "audacidade" como podem imaginar, coloco em seguida um dicionário com palavras filtradoras de idiotas que podem adquirir numa loja perto de vós.


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E existem palavras de 1º, 2º e 3º grau. Audacidade pertence ao 3º grau porque filtra percentagens de idiotice na ordem dos 50% até 60% (portanto elimina 99,9% de idiotas com idiotice entre 50% e 60%)

No 2º grau encontram-se palavras como “adquirir”. Filtra idiotice a partir de 60% até 80%

No 1º grau encontram-se palavras como “interesseiro”. É o grau adequado para percentagens de idiotice muito elevadas, de 80% até 100%.


2º caso

Não queremos que faça like nem comente.

Muitos idiotas são persistentes, na idiotice e não só, e portanto mesmo quando lêem a palavra filtradora inicial podem querer, mesmo combalidos, continuar a ler o nosso comentário.
Para isso é necessária uma abordagem mais radical. Podem abdicar da palavra inicial se quiserem porque neste método nem precisamos de pré atordoar o idiota porque depois de ele ler tudo pode até correr perigo de vida.
 No exemplo dado:

Epá curto bue desta musica que bocemeces postaram

Uma frase muito simples para que qualquer um possa ler e realmente compreender o que foi escrito, até mesmo idiotas, que é o que queremos evitar. Então temos de colocar inúmeras palavras de 1º, 2º ou 3º grau na frase inteira:

Pessoalmente e se me permitem adicionar, provocou-me especialmente assaz interesse este conjunto de notas de cariz musical que os gestores desta página destinada ao deleite de quem a acompanha aqui apresentaram.

 Esta frase é de 3º grau. Apresento uma de 2º grau:

A mim agradou-me o resultado deste conjunto tão belo de instrumentos musicais que vocês aqui apresentaram.

 E finalmente 1º grau:

Realmente adorei esta canção que vocês aqui colocaram.

Como podem ver o uso de realmente, canção e colocaram estonteia todo aquele que possua 80% a 100% de idiotice contido no seu ser.
Níveis até a roçar os 100% nem perceberão qualquer palavra, uma vez que estão todas bem escritas, mas a ideia que quero transmitir acho que a conseguiram entender.


 Deixo então este método convosco e desfrutem dele.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

É possível descer mais baixo

Removendo a ferrugem.. enfim tenho 3 camadas de óxido de ferro em cima das teclas...




Não sei o que se passa em Portugal há muitos anos, então, certo e determinado dia decido saber como tudo está neste país em forma de rectângulo em muito mau estado e ligo a televisão na TVI. A minha reacção foi (mais ou menos assim, talvez um pouco mais dramático e com palavras assaz feias):


- NÃAAAO, BASTOU ESTAR DOIS ANOS FORA E O QI GERAL DE PORTUGAL BAIXOU PARA MENOS DE METADE??!!


Penso que não será muito complicado de perceber qual era o programa que estava a dar no momento em que calmamente e a medo (sim gosto de ter estas duas sensações ao mesmo tempo) cliquei no botão 5 do comando (claro que eu esperava a sic notícias porém os donos da TV têm uma mente extremamente maléfica e lançaram-me uma armadilha porque sabem que no meu perfeito juízo e enquanto não estiver internado no Júlio de Matos nunca carregaria no botão 4).


Não, não foi nenhuma novela, esses estercos em forma de programa já existem há muitos anos e como tal eu já possuía o conhecimento desses sugadores de QI. Dou uma pista: desde o big brother que não se via tamanha azáfama debaixo de um cobertor. Exactamente, é a Casa dos Segredos.


É interessante, aprendi que África é um país da América do Sul e é ao mesmo tempo a capital de Angola e fica a norte de Portugal, e que Arábia é a capital da Arábia Saudita. Depois fui para o teste de Geografia e tive zero. Não percebo porquê, achei o programa extremamente educativo, pelo menos pareceu-me que afirmações vindas de uma mulher que urina na cama eram bastante credíveis. E outra que diz que o continente em que vivemos é a Terra.


Mas não se preocupem pois não é só na área da Geografia que estes indivíduos falham, tanto que não sabem quem é Angela Merkl, não sabem quem é o Primeiro Ministro de Portugal, nem sabem nada sobre nada. É uma vantagem, assim não sabem o quão burros eles são, é uma das duas vantagens que eu vejo de momento. A outra é poderem-se identificar com uma parte significativa dos portugueses, bem como dos compinchas americanos.


Realmente, o saber não impera naquela casa, ou diria melhor, naquele Antro de Descerebrados, e já é a segunda edição, mas Portugal tem muita produção de matéria prima para este programa, podíamos ir até à 500ª edição e mesmo assim possuíamos excedentes com fartura, que bem podíamos trocar com algum país qualquer que ambicione bater o record da média de cérebros mais pequena do mundo, ou então efectuávamos uma rota comercial com o egipto em que lhes dávamos estes seres em troca de papiro.


O público alvo destes programas é facilmente identificável. Sem contar com os jovens que visualizam o programa em questão para obter um bom exercício grátis dos músculos da cara e barriga (não é bem grátis vá, o preço a pagar é redução de neurónios à taxa de 1% por dia), o verdadeiro público deste programa são idosos, mais concretamente, idosas, contudo vejo demasiada gente nova a ver isto, e com um perfil sério. Se fossem só as idosas tudo bem, sem nada que fazer sem ser bisbilhotar a vida de todos os vizinhos do bairro e arredores, até se lhes brilha o olho de felicidade quando se apercebem que podem bisbilhotar a vida de gente a mais de 100 metros delas.


Agora os jovens, a nossa futura civilização, onde todos depositam as esperanças de tornarem este mundo caótico e desprovido de bom senso num mundo melhor, é triste. E fazendo-o não galhofando com as situações do programa, mas sim porque realmente se interessa para saber quem sai da casa e tudo o que lá dentro se passa. Eu sei que isso está muito perto de ser a solução para a resolução para a crise mundial, todavia raspa só ao de leve e isso é o suficiente para não o ser.


Portanto, para saber a actualidade de um país nem sequer tentem ligar a televisão não vá a televisão estar armadilhada e haja o perigo de calhar na TVI e mais precisamente na casa dos segredos.