segunda-feira, 14 de março de 2011

Têm um bollycao na mão e querem saber se ele é bom?

Então têm aqui este diagrama quase completo sobre bollycaos e a sua qualidade, no seguimento do texto dos bollycaos que já fiz há uns tempos

(Carregar para ver melhor dado que a largura disto é extremamente adequada)



http://tinypic.com/r/213aj7/5

quinta-feira, 10 de março de 2011

A terrível Paty

“Olá meu nome é Paty, quando você começar a ler esta mensagem não pára.Os cinco anos que morreu atingido por uma menina que dizia ser minha melhor amiga me empurrou na frente de um carro. Não é brincadeira, acredite!
Envie essa mensagem a 10 videos, ou 2:00 da manhã naquela noite eu vou aparecer no seu quarto e matá-lo”


Olá. Não, eu não me chamo paty, mas pelos vistos, há para aí mais de 10000 pessoas no youtube que se chamam paty e reclamam qualquer coisa que à primeira vista tem a ver com a sua melhor amiga e um atropelamento. Acho coincidência. Porém, muitos de vocês podem discordar porque Paty não é um nome assim tão invulgar no Brasil, para além de que até pode ser diminutivo de alguns nomes vulgares como Patrícia ou alguns nomes extremamente vulgares como Patiróideia.
Mas a questão não é bem o nome, antes fosse, ao invés da violação de sanidade mental contida nestas mensagens. Eu até suspeito que a mensagem esteja escrita em Português, mas por momentos, se eu ler tudo como está escrito, dá ideia de que é um babuíno a tentar falar romeno enquanto defeca. E no fim sai uma língua semelhante ao Português.
Se eu proceder à minuciosa análise desta mensagem, receio bem que será hilariante, porque terei de revê-la e aprofundá-la ao ponto de a tentar compreender da melhor forma, o que será, de certa forma impossível, e fará com que me depare com alguns pedaços de frase de gramática extremamente elaborada ao ponto de nem os melhores linguistas a perceberem, muito menos eu. Mas aventuro-me.

“quando você começar a ler esta mensagem não pára.”
No fundo são mal educados, logo aqui a dar uma ordem clara para que o leitor não possa parar de ler e fique colado ao monitor até já não haver mais nada que nos obrigue a ler o que é difícil em vídeos com mais de 50 mil comentários iguais a este. É uma ordem que faz mal a saúde e obriga a pôr em causa um dos sentidos mais importantes que é a visão. Não, peço desculpa, isto é claramente uma falácia porque podemos perfeitamente fechar os olhos após a leitura da mensagem, não olhando para a seguinte que também nos obrigará a ler. Para além de que é necessário mudar de página no youtube para ler mais comentários. Ainda assim, é difícil ler 4 linhas de estupidez sem parar, afecta o cérebro de variadas formas que ainda estão por estudar, mas que já se começam a notar na população mundial, onde o excesso de síndromes de deficiência mental impera.

E preparem-se para a parte que se segue, porque esta aqui, podem ler um número de vezes a tender para infinito que não vão conseguir descodificar. Eu bem tentei, contudo, necessitaria de um babuíno com uma caixa de laxantes em cima e do DVD “introdução ao romeno” para me ajudar a compreender melhor. Faço a minha análise com os recursos que tenho porque criar babuínos não está fácil.

“Os cinco anos que morreu atingido por uma menina que dizia ser minha melhor amiga me empurrou na frente de um carro.”

O... que... é... isto? Que pedaço de maravilha que deleitaria qualquer Eça de Queirós. Segundo a minha interpretação isto parece tratar de um indíviduo apelidado de “cinco anos” e que morreu atingido por uma menina. Soa-me um pouco homossexual, porque para morrer atingido por uma menina é preciso ser-se fracote. Ou se calhar a menina toma esteróides e tem ataques de fúria muito difíceis de lidar, nunca se sabe. E outro pormenor interessante é que essa menina movida a esteróides dizia ser a melhor amiga da Patiróideia empurrou-a na frente de um carro. Portanto iam as duas ali nos bancos da frente do carro, não sei quem ia a guiar, e a menina empurra a Paty. Nada de anormal, também já fui empurrado na frente de um carro contra a porta para que saísse deste mais depressa. Mas compreendo que ser empurrado na frente de um carro possa ser traumatizante uma vez que há muitos objectos perigosos, como a manete das mudanças ou o volante.

Sentido geral do excerto: Nenhum.


Seguindo em frente, para uma frase já mais perceptível mas que não fica atrás no nível de atrasadice mental:

“Envie essa mensagem a 10 videos, ou 2:00 da manhã naquela noite eu vou aparecer no seu quarto e matá-lo.”

Brilhante. Portanto, faço “CTRL C”, e depois “CTRL V” 10 vezes e fico safo de uma morte certa. Ufa, dava um filme de acção em que o ameaçado de morte se encontra no seu portátil e recebe esta mensagem.
Este, aflito porque tem os dedos frios e uma mão ocupada e deste modo é-lhe difícil fazer o “CTRL” e ao mesmo tempo o “C” e o “V”, tenta desesperadamente fazer o copy paste noutro vídeo mas não consegue porque a bateria de má qualidade vai abaixo e não há tomadas por perto. E MORRE ESTRAGULADO PELA PATY ÀS DUAS DA MANHÃ!!!

Terrível, até fiquei com pele de galinha. E gosto da pontualidade da Paty, se toda a gente fosse como ela este país andava para a frente, se todos chegassem a horas e cumprissem horários tudo funcionaria melhor. Ela não perdoa, tem um relógio atómico no quarto e quando está quase na hora põe-se a caminho. Eu não sei onde é que ela mora mas diria que lhe seria difícil se mais do que um pessoa não conseguisse efectuar a árdua tarefa de copiar a mensagem em 10 vídeos. Teria de estar em muitos sítios às duas da manhã. A não ser que se aproveite dos diferentes fusos horários e nesse caso usufruiria das horas locais para ser mais prático. Mesmo assim, se muitas pessoas do mesmo fuso horário tiverem de morrer às 2 em ponto é complicado. Se calhar ela vai a casa de cada um, recolhe a malta e mete tudo num sítio para promover a chacina geral à hora certa. E o facto de não dizer em que noite vai ser o derrame de sangue também lhe dá alguma folga no trabalho. É “naquela” noite, ela decide qual será. De certeza que verificará a sua agenda e verá os dias que lhe derem mais jeito.

Só que é chato se ninguém estiver no quarto às 2 da manhã, parece que o problema tem escapatória, basta ficar na sala às 2:00 e depois voltar tranquilamente ao quarto às 2:01 e é a paz para todo o mundo. Enfim, grave lacuna da Paty, mas de certeza que terá plano B.

E atenção ao último aviso da mensagem:

“Não é brincadeira, acredite!”

A meu ver, isto era desnecessário, quem pensaria que isto seria brincadeira? Todos conhecemos as capacidades da Paty, até porque ela parece uma espécie de Deus que sabe quando alguém fez 10 “CTRL V” seguidos em 10 links diferentes. É um apelo inútil.

Tenham cuidado porque agora que leram a mensagem, têm de a ir pôr em 10 vídeos diferentes. E se lerem isto à 1:59 da manhã, vai ser uma tarefa árdua. Boa sorte.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Apertos de mão, uma ciência incontornável

Encontrei um texto no imundo sótão do meu computador, estava repleto de pó e já deve ter uns bons séculos de existência (bastante credível), aqui está limpinho e pronto para ler:



Olá outra vez. Vou expôr aqui o meu tema com uma breve mas útil introdução. Ora, como todos sabem, os temas falados nos magníficos trabalhos apresentados são de uma extrema irrelevância. Aquecimentos globais, violências nos desportos, crises económicas, ministras da educação e as suas medidas idiotas, isso tudo está incluído num leque vasto de temas que não interessam nem ao menino Jesus, embora se o tema fosse como transformar água em vinho, talvez o agradasse. Mas isso são temas que se apresentem? Ridículo. Mas isto são os temas dos textos argumentativos/livres dizem eles. E os temas dos poemas e seus derivados? Ui, isso aí ainda é melhor. Amor, amizade, mensagens idiotas resumindo. E que tal falar de algo que realmente interesse a nível mundial, ou até, atrevo-me a dizer, a nível universal? Era uma excelente ideia e é por isso que escolhi para tema deste texto os brilhantes, únicos, esplendorosos, rápidos, ágeis, brutais, ferozes, vigorosos apertos de mão. Pois, os apertos de mão têm muito que se lhe diga, e são obviamente tema para ficar a a falar 3 semanas seguidas sem parar nas vírgulas ou pontos finais ou qualquer outro tipo de pontuação.
Analisando profundamente esta bela expressão conseguimos concluir que é formada por 2 palavras e um emplastro, o “de”. A primeira palavra, aperto, a segunda, mão. O significado de apertar é unir, anulando os espaços entre algo, comprimir, portanto aperto de mão vai consistir numa união anulando os espaços entre as mãos, comprimindo-as. E quando digo mão, digo mesmo a mão toda, e o aperto é mesmo aperto à homem. Depois desta fase em que as mãos se juntam, chega a altura de mover ambas as mãos para cima e para baixo, com movimentos rápidos e curtos, qual convicta agitação de um iogurte . Apesar deste acto parecer estupidamente simples há quem não consiga acertar com ele. Há mesmo quem, em vez de estender uma mão bem esticada e pronta para um aperto vigoroso, estende 3 dedos, e estes estão frouxos. E em vez de fazer os movimentos para cima e para baixo, faz aquilo que está muito perto da designação de festinha na palma da mão. O conceito de aperto de mão perde-se completamente e este passa a ser desprezado e torna-se quase um gesto automático e não bem pensado como deveria ser.
O aperto de mão tem diversas utilizações como todos sabemos:
- Serve para cumprimentar, é utilizado no acto de cumprimentar uma pessoa (é o seu uso mais frequente);
- Serve para congratular alguém, dar os parabéns por alguma coisa;
- Para finalizar um acordo, como por exemplo uma aposta.
Por estes usos verifica-se que este gesto é bastante importante no nosso dia-a-dia, e há que fazê-lo da maneira correcta.
Tem também diversas denominações para além do mais correcto aperto de mão.
O termo mais frequente que se ouve por aí deambulando nas ruas é o vulgar passou-bem. Para mim esta expressão é talvez a mais idiota de sempre para se referir ao que se refere. Qual a possível origem deste nome? Obviamente o facto de quando se cumprimenta uma pessoa perguntar-se geralmente se está tudo bem, se passou bem. Mas afirmando que o cumprimento é em si um passou-bem, então significa que quando cumprimentamos alguém com todo o rigor da expressão estamos a dizer que essa pessoa passou bem obrigatoriamente. Ao dar um passou-bem, afirma-se que se está bem. Isto é uma falácia bem nutrida sem dúvida.
Outra das suas denominações é aquela que se ouve em lugares que tenham pessoas por volta dos 50 anos e sexo masculino, nomeadamente cafés, tascas. Aquelas pessoas que fazem um ruído brutal e que já conhecem os empregados todos dos locais que frequentam. São aqueles que parece que quase gritam com a sua voz imponente:
- Ora dê cá um bacalhau!!
E aqui temos a denominação: bacalhau. E qual a razão do aperto de mão se chamar bacalhau? Não faço ideia porque para mim as mãos até são mais parecidas com atuns do que com bacalhaus. De facto bacalhau é uma expressão que parece que foi inventada meio à balda, tanto podia ser bacalhau como uma lapa, ou até mesmo o tal atum.
E isto puxa-nos para mais uma espectacular temática do aperto de mão, que é precisamente a sua variedade. O aperto de mão típico: mão e dedos bem esticados, união das mãos intervenientes com polegares lado a lado na horizontal. Este é precisamente o mais correcto e o original, contudo temos outros géneros. O bacalhau de ainda agora, é uma variante do aperto de mão. O bacalhau caracteriza-se por ser bastante mais implacável, ao ponto de chegar não só a abanar as mãos como o corpo todo devido à força aplicada nas mãos e nos braços. Ao entrar no acto do bacalhau com um impulso forte, o abanão inicial começa por ser feito na diagonal, um misto de cima e baixo com esquerda e direita. Este tipo de aperto de mão é executado pela respeitável classe de faixa etária próxima dos 50, falada há pouco.
Outra variante é o aperto de mão efectuado por alguns jovens com aspecto degradável, mais conhecidos na tolerante sociedade por “chungas”. Esta espécie possui um aperto de mão bastante complexo, apesar de parecerem estar carentes de inteligência. Não é um movimento de curta duração, aliás, pode exceder a meia hora se levada ao extremo. É caracterizado por ter um começo parecido ao aperto de mão, mas onde as mãos se cruzam na diagonal, metendo os polegares lado a lado, na vertical. Logo a seguir a fase intermédia que é constituída por diversos jogos de punho e é a mais duradoura. Por fim a fase final constituída pelo aperto de mão modificado do início mas onde os braços se puxam e acabam com um choque de ombros.
Os jovens normais utilizam ainda outro género de aperto de mão, que é apenas uma fracção do género anterior. Mãos na diagonal, levando um balanço inicial através do lançamento do braço a percorrer um ângulo próximo dos 90º. Os braços começam ao lado do corpo e acabam na frente, chocando com o seu par, com os polegares na vertical, lado a lado tal como há pouco. Este choque pode originar um ruído agradável, oco, especialmente se as mãos estiverem em forma de uma admirável concha dos mares.
Parece-nos assim que este tal aperto de mão é feito regularmente, todos os dias, e de facto é suposto que assim seja. Inacreditavelmente, existem pessoas que chegam a não o fazer uma única vez num dia. Não pode ser, eu diria até que sem passou-bem não há vida, e como tal, não executar nem um num dia é quase a mesma coisa que não comer durante um dia, uma autêntica provocação da morte. Pessoas que, inclusivamente, cumprimentam, congratulam e estabelecem acordos sem o recurso ao aperto de mão. Puro escândalo que se vive neste mundo.
Com isto tudo saliento que todas estas formas de apertos de mão e utilizações merecem ser respeitadas porque o aperto de mão é um gesto bonito, útil, e que merece ser conservado até ao fim da Humanidade. Não o desrespeitem, efectuem-no da forma correcta.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Mandar foguetes para o ar é tão giro que vou mandar mais 500 esta noite

Passou o ano, o que é que mudou?
- Epá na realidade nada.
Mentira. Mais nojenta poluição invadiu o ar. É verdade, o fogo de artifício, aquela coisa que o ser humano faz porque é giro ver e tal e faz efeitos extremamente engraçados no ar, polui mais do que certas e determinadas coisas que poluem muito.
“O presidente da gestora de resíduos Lipor, Macedo Vieira, afirmou esta terça-feira que «uma noite de fogo-de-artifício em Londres polui mais do que uma incineradora durante um ano», destaca a Lusa.”
Pow! E aí está, uma noite de fogo de artifício em Londres polui mais do que uma incineradora durante um ano! E olhem que estas incineradoras poluem bastante e inclusivamente o pessoal tenta substitui-las por algo que faça menos mal aos bichos do planeta. Agora, vamos lá a ver, uma noite destas em Londres faz isto, então na passagem de ano, onde imensas cidades de proporções avolumadas mandam porcaria que manda cores para o ar para entreter o mais comum dos mortais, este fenómeno é claramente mais drástico. Após uma intensa pesquisa que demorou uma quantidade moderada de segundos descobri as cidades que acolhem os principais eventos do ano novo. São 10, sendo uma delas Londres. Isto resulta no equivalente a 10 incineradoras a carbozinar lixo à maluca durante 365 dias, e se for bissexto, 366. E isto sem contar com o resto das cidades que possuem eventos de moderada importância na altura do ano novo. Contando com esses devem ser 500 incineradoras e 3000 “amaricanos” com SUVs a mamarem gasolina que nem uns cães à procura de cadelas com cio. E portanto acho que isso não é agradável.
Pensado bem, o fogo de artifício é mesmo uma ideia que só podia ser vinda de um ser de raça humana, imagino bem como terá sido o momento em que o maior génio de sempre teve a ideia de lançar foguetes para o ar:
- Epá ó Abelardo, tive agora uma granda ideia.
- Diz lá ó Adalberto, espero que não seja estupidez desta vez, como naquele dia em que disseste que E=mc^2...
- Não pá, isso eu escrevi num papel e dei a um maluco com o cabelo em pé. Mas,
epá, vamos pegar num foguete e mandar ao ar, depois aquilo arrebenta e manda luz e faz barulho.
- Então mas porquê?
- Porque tou contente pá, o meu Benfica ganhou 15-0.
E a partir desse momento sempre que alguém está com um grau de contentação acima do vulgar lança-se foguetes ao ar.
- Passou o ano! Lança aí foguetes para eu ver corzinhas no ar!
- É festa na aldeia, Albertino lança os foguetes!
- Ontem andei no autocarro e não tinha idosas a ocupar-me os lugares todos, foguete para o ar para demonstrar a minha alegria!
Haverá maneira mais idiota de expressar contentamento? Não sei, se não existe passará a existir porque haverá outro Adalberto com uma ideia de puro génio. Estamos todos muito preocupados com o aquecimento global mas depois é isto. Temos pessoas que passam o ano em banho de gelo para alertar para o aquecimento global, mas são essas mesmas pessoas que ficam a olhar com cara de rabo para as corzinhas no ar. Enfim, um contra-senso a que todos estamos habituados tal é a consistência da coerência humana, bem mais consistente que as defecações da minha cadela.
Continuem a gostar dos fogos de artifícios pois são extremamente engraçados e divertidos!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Super Videntes e o ano novo, uma história de amor

Com a chegada do novo ano, toda uma panóplia de indíviduos falam sobre isso e sobre o que esperam do novo ano:
- Ah e tal espero que seja um bom ano.
Realmente é uma frase extremamente inteligente. As pessoas esperam que seja um ano que, no fundo, não seja mau. Estes indivíduos devem estar extremamente elucidados sobre a importância de dizer isto antes do novo ano e qual a vantagem que efectivamente traz para o ano seguinte. Depois de pensar muito concluí que existe uma extensa lista de vantagens: Nenhuma. Aposto que muito boa gente, aquando da passagem de 2008 para 2009, referiu tão elaborado pensamento e, no entanto, o sismo no Haiti aconteceu logo em Janeiro só para calar aqueles que queriam um “bom ano”.
- Ai querias um bom ano não é? ‘Tás sempre a dizer isso oh parvalhão! Só por causa disso toma lá um sismo 7.0 na escala de Richter! E com risco de tsunami, pimbas!
Enfim, isto é só um dos tópicos muito usuais em passagens de ano, porém, existe outro muito mais hilariante e à conta dele já ganhei mais 500 músculos na cara e na barriga só de me rir. São as tão aclamadas previsões de ano novo segundo os astros. É brilhante. E vem a Maia falar para a televisão e enuncia:
- 2011 no geral vai ser um mau ano, mas vai ser um bom ano para Peixes, Capricórnio, Gémeos e Balança, os outros é melhor rezarem muito para se protegerem.
Sempre que oiço ou penso nesta frase com tão profundo pensamento fico sem palavras... PORQUE ME ESTOU A PARTIR A RIR! Vamos lá com calma, se há alguém que se fie nisto, o meu objectivo é tentar fazer com que deixem de fiar, porque isto é ridículo. Wow bom ano para Peixes, pena que o meu bisavô seja Peixes e esteja no hospital com uma doença terminal, isto sim é que é um bom ano, tem comida à borla no hospital, ainda por cima nem tem de mastigar porque está tudo líquido. E aqueles desalojados em África que só têm dinheiro para comprar um pão por dia para sobreviver são Gémeos, quer dizer que este ano vão ficar para aí com dois pães!
Sim e é melhor terem cuidado os signos que não estão aqui referidos na frase da credível Maia, porque vão ter um ano do pior que há, vão tropeçar na rua e quase cair, e isto é só uma dos maus eventos que vão acontecer! Meu Deus, que azar, só mesmo porque a pedra da calçada estava deliberadamente um pouco acima do nível do chão para dar azar aos signos que é suposto terem um mau ano.
Não, isto não é ridículo, isto é de uma coerência extrema, e tudo tem excepções. As previsões de signos do ano novo devem ter à volta de 75% de excepções, mas é pacífico, porque 25% acontece mesmo o que previram!!!!
- Em 2011 as pessoas vão falar, menos as que são mudas, essas aí não vão falar em 2011.
QUE. PREVISÃO. DO CARAÇAS. Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer, os seres humanos vão, na verdade, continuar a utilizar as suas cordas vocais em 2011!!! Todos aqueles boatos que diziam o contrário são mentira!
- Quais boatos?
Então, aqueles que diziam aquilo e tal das cordas vocais e não sei quê. Ou não existiram boatos? Ora bolas.
- 2011 vai ser um mau ano.
Ah a sério? Pensava que ia ser só assim-assim. Mas eu lembro-me uma vez de uma previsão de ano novo que dizia que ia ser mau e no final foi bom. Passei com 20 a todas as disciplinas, ofereceram-me um bugatti veyron, fui ver todos os concertos das minhas bandas preferidas, fui a festas de arromba, viajei pelo mundo todo entre outras coisas que não me lembro porque o ano foi bom demais. Ah não, foi um mau ano foi, perdi a chave da cave, que chatice, arruinou-me o ano.
Estas previsões acabam por ser todas válidas porque ninguém no fim do ano as vai confirmar, e portanto estes super-videntes têm sempre o trabalho assegurado porque ninguém se lembra que falharam miseravelmente porque houve um Touro que foi viver para baixo da ponte em 2008 (toda a gente sabe que 2008 foi o ano da sorte para os Touros). E se repararem bem, nos horóscopos estas previsões gerais são assaz contrariadas, mas ninguém repara porque está tudo entretido em saber as previsões para o ano ainda a seguir e já ninguém se lembra das previsões para o ano actual, o que diz muito acerca da importância que todos atribuem a isto depois do dia 1 de Janeiro.
Eu já disse o que tinha a dizer sobre as passagens de ano num texto mais atrás no blog mas este tema específico está uns quantos patamares acima no nível de retardadice mental.

Texto da passagem de ano: http://textosecenas.blogspot.com/2010/06/agora-estamos-em-2010-e-dai.html

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

FUJAM, NÃO HÁ AÇÚCAR!!!!!!!!!!!!!!!

Venho aqui comentar um assunto tão actual quanto a estupidez humana. E que, apesar de ter durado tão pouco tempo, para o tema que foi, foi anormalmente focado nos telejornais. Ora bom, uma adivinha para todos vós:
Quando falta açúcar nos supermercados o que é que se faz?
A) Nada, afinal não se passa nada de especial e até é bom porque já não ficamos obesos mórbidos e não morremos com um AVC aos 25 anos.

B) Dar uma notícia relativa ao assunto só para as pessoas saberem sem levantar o rabo do assento do seu sofá.

C)Dar várias notícias só mesmo para irritar as pessoas dizendo-lhes constantemente que não há açúcar e passando a ideia de que o mundo vai explodir por causa disso

D)Fazer 1000 entrevistas de rua a pobres desgraçados que não encontraram o seu rumo na vida devido à falta de açúcar nos supermercados, dizer repetidamente: “Não há açúcar, isto é uma desgraça. A população idosa e os mais pequenos são os mais afectados, as urgências estão a abarrotar”, mediatizar a chegada de 14 toneladas de açúcar aos armazéns e dizer: ESTÁ A CHEGAR, JÁ NÃO VAMOS TODOS FALECER!!!!!!

Se forem um ser cujas preocupações não coincidem de todo com notícias parvas ou então sejam pessoas perfeitamente normais, optarão pela opção A. Para descobrir que não há açúcar no supermercado não precisam de ver pela televisão, basta dirigirem-se ao local para perceber isso. Para além de que apenas quem se desloca aos supermercados é que tem interesse em saber esse tipo de informações. Ou seja, estas pessoas provavelmente já descobriram antes de dar a notícia na televisão, e o que dá na televisão e avisa as pessoas que não há mais açúcar consegue cumprir o fantástico objectivo de informar os indíviduos que não interessam.

Se forem um ser que até gosta de permanecer informado sobre todo o tipo de assuntos ainda que não vos afecte muito, optarão pela B. Até é engraçada a ideia de não irem ao supermercado e saberem que não há açúcar, podem possuir uma conversa do género:
- Eish, sabias que não há açúcar nos supermercados?
- Como sabes? Não costumas ir ao supermercado, cá para mim estáas a mangar comigo.
- Vi na tv, e também sei que se esgotaram as garrafas de 1,5L de coca-cola.
- Oh meu Deus que útil, como pude perder isso?!!! Vou passar a ver todos os telejornais!!!

Se forem um ser que é meio anormal, tenha alzheimer ou goste de parvoíce e de gozar com os telejornais então optarão pela C. É de extrema relevância passar a notícia que não há açúcar diversas vezes ao dia, foi certamente feito a pensar nas pessoas mais necessitadas e admiro isso. Todos aqueles que dizem que os telejornais são uma treta é melhor calarem-se com isto, porque isto é uma grande prova de ajuda aos que mais precisam por parte da grande fatia da Comunicação Social. Só com esta já calaram meio mundo. Força telejornais!!! Estou convosco!!! Se bem que causam algum pânico à população idosa que fica com a ideia de que o mundo está a acabar e portanto passam os seus últimos dias de vida a tentar aproveitar a vida ao máximo vendo todos os episódios das tardes da júlia que gravaram ao longo dos anos.

Por fim, se forem um ser que sofre de acefalia, tenha graves problemas a nível de retardamento mental ou seja jornalista, optarão pela D.
É espectacular, deveras. Adoro o modo como organizam a informação, é de uma forma tão bem estruturada e de maneira a só revelarem conteúdos interessantes! É fantástico! Para além de informarem 49999999999999999 vezes ainda informam mais 1 só para ficar número redondo senão é extremamente desadequado esteticamente, reforçando a ideia de que sem açúcar é impossível viver e por isso é melhor mudarmos para Marte na esperança de que haja lá pingos doces com açúcar. A juntar a isto, porque há quem não tenha noção da realidade lá fora e não saiba das 1001 reacções diferentes que isto provoca nas pessoas, ainda efectuam entrevistas sobre o assunto.
- Bem, então sabe que não há açúcar?
- Sei, é uma chatice.
- Então e agora o que vai fazer?
- Então, não vou comprar açúcar.
- Mas acha que vai conseguir aguentar? Isto não lhe causa transtorno? Olhe que o açúcar é importante, com o que é que vai encher os seus açucareiros?!!!
- Não vou, não há açúcar.
Isto repetido 1000 vezes dá uma excelente noção da abismal diferença de reacções no mundo lá fora. E finalmente, para informar bem os seus telespectadores até anunciam quando o açúcar chega aos supermercados... ah não, anunciam quando o açúcar está mesmo quase a chegar aos armazéns mas, incompreensivelmente, ainda não chegou às prateleiras dos supermercados. Ah pá que maravilha, até sei quando me deslocar aos armazéns para encontrar açúcar, pena que não possa saber quando chega aos supermercados e eu possa de facto comprá-lo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Como é bom comer bollycao

Tanto projecto literário que há para aí e a maior parte nem fala de assuntos interessantes, não ajudando o comum cidadão a solucionar os seus problemas do dia-a-dia. Devido a essa enorme falta de noção do mundo real da maior parte dos indivíduos que produzem textos, eu imponho-me e vou analisar e colocar como objecto de estudo um dos melhores alimentos jamais fabricados em série e com tão agradável sabor, proporcionando-nos momentos mágicos ao ponto de fecharmos os olhos aquando da sua ingestão. Claro que com o que já referi, todos sabem certamente de que se trata, porque é tão único, tão espetacularmente aconchegador do estomâgo que é, de facto, um escandâlo se alguém não o conhecer. É o bollycao.


É simplesmente excelente. Mas só o é para quem realmente o conhece, para quem já teve a sós com ele em diversos momentos, na cozinha, na rua, no quarto em frente ao computador, no autocarro, no metro, na escola, a atravessar a passadeira, e já lhe conhece as manhas todas. Não é qualquer um que entra num Pingo Doce ou num Continente e vai à prateleira dos bollycaos retirar a obra prima daquela espaço. É que também existem bollycaos com algumas particularidades, um pouco como a raça humana, que de vez em quando fabrica um ser humano com uma perna maior que a outra, ou com as costas tortas. Os bollycaos também são assim, uns carecem de algumas coisas e nem todos se podem dar ao luxo de aparecer nos anúncios nem nas imagens dos pacotes dos próprios bollycaos.


Conselhos a seguir quando está na hora daquele belo manjar que é o melhor bollycao:


Saliento já, que o melhor bollycao é aquele cujo chocolate não está demasiadamente denso ao ponto de deixar alguns pontos desprovidos do mesmo, aquele cujo chocolate está em proporções de igual valor de uma ponta a outra do bollycao transversalmente, e em que longitudinalmente possui chocolate à segunda dentada a contar do princípio. Colocam agora a seguinte questão: Como saber qual o início e o fim do bollycao? Muito simples, o fim está assinalado com um pequeno furo mesmo no plano mediano, com aproximadamente 1,5 gramas de chocolate no seu interior.
Passando aos conselhos concretos:

- Nunca se deve começar pelo fim do bollycao! Princípio sempre ou têm uma desagradável surpresa. Começar pelo fim dá aquele gostinho enganador dos 1,5 graminhas de chocolate porque a seguir vêm aproximadamente 1,5 dentadas apenas de pão, rebaixando-nos as expectativas e fazendo com que muitos utilizadores do bollycao o deitem para o lixo absolutamente frustrados.


- Comer o bollycao com o plástico posto, apenas de forma a não tocar na delícia com as imundas mãos. As mãos são um factor de desvalorização do bollycao. Está economicamente provado que um bollycao aberto tocado com as mãos desvaloriza 85% em relação a um bollycao apenas aberto, porém, imaculado.


- Nunca terminar o bollycao com uma dentada longitudinal, apanhando apenas o pão e os 1,5 gramas de chocolate. Uma bela refeição tem de acabar na perfeição. É a mesma coisa que comer uma bela iguaria num restaurante de luxo e para sobremesa ir à tasca do zé comer o pudim flan que provavelmente já levou com uma escarreta na cozinha porque o manel tava com expectoração. O bollycao tem de ser finalizado da melhor maneira e por isso, quando este estiver no fim, deve-se proceder a dentadas transversais para que o chocolate se conserve para o momento em que se termina a refeição. A última dentada deve ser feita diagonalmente, a partir do canto inferior esquerdo do bollycao, para quem está a olhar de frente para ele, com a face não abobadada voltada para si, e o princípio voltado para cima.


Mas para apanhar o melhor bollycao, há que saber analisar qual adquirir. E deixo-vos aqui algumas premissas extremamente importantes para a escolha adequada deste alimento:


1ª premissa: Os bollycaos do Pingo Doce são melhores do que os do Modelo ou Continente, ou qualquer outro supermercado.

É um facto, acreditem. A mim é a minha experiência pessoal que me fornece esta informação bastante útil. Eu já efectuei uma estatítisca mental do produto e concluí isto mesmo. Dos 50 568 bollycaos que já comi, 50 567 eram realmente bons e eram provenientes de um supermercado Pingo Doce. O outro era do Continente mas suspeito que o roubaram ao Pingo Doce. Se quiserem podem experimentar por vocês mesmos, mas certamente irão chegar à mesma inevitável conclusão.


2ª premissa: Os bollycaos dos packs de 4 são muito piores que os que vêm em pacotes individuais.

Outra premissa de extrema importância e completamente verdadeira. Qualquer indivíduo comum que queira comprar bollycaos em grande quantidade pensa certamente na vantagem que um pack de 4 impõe à primeira vista. E é claro, é mais barato que comprar 4 pacotes singulares e ainda por cima, vem com um plástico adicional que cobre os 4 simultaneamente, o que é sempre engraçado para quem gosta de abrir pacotes de plástico a rebentar, é mais um.

Possuo alguns dados inclusivamente de preços comparativos entre as duas opções. Comprar um pack de 4 no pingo doce fica a 2,99€ enquanto que 4 individuais ficam por uns meros 17 cêntimos a mais. Para mim os 17 cêntimos ficam de imediato amortizados aquando da primeira dentada na parte achocolatada do primeiro bollycao em pacote singular. A diferença de prazer é muito maior quando comparado com a diferença de preços. Não há volta a dar.


3ª premissa: Abrir o pacote a rebentá-lo faz com que o bollycao fique semelhante a um bollycao do modelo.

Uma importante premissa para todo o ser humano abaixo de 10 anos. Era muito usual realizar-se isto no primeiro ciclo. Estraga toda a magnífica essência do que é o alimento divino. A força que se faz para rebentar o pacote causa um efeito de compressão interna deste, e consequentemente o bollycao também é comprimido, amassando o pão e levando o chocolate a dispersar-se. Isto leva a uma fraca proporção ‘chocolate-comprimento do pão exterior’ e a uma menor densidade de chocolate na parte de maior prazer, diminuindo a intensidade do clímax.


4ª premissa: Os bollycaos rijos são piores que os mais molinhos.

Bollycaos rijos são horríveis. O seu pão é de fraca qualidade e o chocolate está seco, não permitindo a criação de fios de chocolate que muitas vezes nos bons bollycaos nos descaem para os lábios e horas depois de terminarmos o alimento, ainda nos podemos lamber e sentir um último sabor de chocolate bastante agradável. Muitas vezes os rijos estão fora do prazo de validade.


5ª premissa:
Bollycaos mais claros na zona intermédia e bollycaos cujos contraste de cor não sejam muito acentuados (sendo que se tratam de cores claras em tons de laranja quase esvaído no meio).

Tem uma relação especial com a 4ª premissa porque geralmente bollycaos rijos são escuros, mas nem sempre. A cor está relacionada sobretudo com a qualidade do pão, nada a ver com o chocolate. Há muita malta aí a falar na televisão a dizer: “Ah o bollycao escuro afecta o chocolate”. Epá nada disso, única e exclusivamente pão. Bollycaos escuros são bollycaos cujo pão está mais tostado/queimado e isso é extremamente desagradável quando se trata de um pão fofo. Na primeira abordagem ao bollycao pela frente, se este estiver escuro, experimentamos uma das sensações mais horríveis de sempre, tomando aquele gostinho de pão fofo a saber a tosta que caiu num líquido e amoleceu, e depois secou, mas ainda assim conseguiu fazer a transição para a fofura, contudo nojenta. Pão claro é dos pães que é de chorar. Literalmente. Até nos cai uma lágrima ao provar tão saboroso pão, preparando-nos para o excitante sabor a chocolate que virá a seguir.


6ª premissa: Pacotes de bollycao que tenham muito chocolate no plástico envolvente são para esquecer.

Quando encontrarem bollycaos cujo pacote tenha chocolate no seu interior em quantidades médias ou altas, não o levem. Muitas vezes isto significa que o bollycao não foi confeccionado com o melhor carinho e foi brutalmente feito para despachar, fazendo com que o seu gostinho não seja tão especial devido ao descuido na atribuição do chocolate e até se pode sentir um pouco de desprezo no pão, uma vez que este também foi, provavelmente, alvo de falta de ternura na fábrica de confecção dos bollycaos.


7ª premissa:
Bollycaos que estejam fora do sítio destinado a eles, provavelmente são maus.

Bollycaos fora do sítio é muito mau sinal. Sinal de que foi abandonado devido a uma rejeição forte de um cliente. Este deve ter sentido que não seria o bollycao ideal para o aconchego do seu estomâgo, e optou por levar outro. Mas só significa que é mau se for um perito nesta matéria a abandoná-lo, se for um cidadão comum não podemos retirar qualquer conclusão, por isso convém observar primeiro.


8ª premissa:
Bollycaos situados num supermercado numa zona com muitos peritos em bollycaos não são tão bons.

É a razão de muitos apreciadores (e ao mesmo tempo peritos) de bollycaos serem nómadas. Zonas com uma densidade populacional grande em termos de peritos faz com que os bollycaos de um supermercado nessa zona sejam apalpados diversas vezes ao dia. Porque a ciência da melhor escolha está na visão mas sobretudo no tacto. E tantas mãos a apalpar causam o amassamento do produto, fazendo com que este perca o seu valor inicial.


9ª premissa: Todos os produtos bollycao que não sejam o original no pacotinho vermelho são uma treta.

Bollycao caramelo, pão de leite, balance, pontas, mini, croissants, manhãzitos são todos uma grandessissíma treta. Todos tentativas de inovação do original, o bollycao clássico, mas os produtores não se aperceberam da besta que criaram porque não há NADA que supere o clássico. A sua concepção foi perfeita e jamais encontrarão rival à altura.



Sigam estes conselhos e podem-me agradecer por ter-vos feito poupar cerca de menos de 1€ num bollycao que não estava nas melhores condições.